1º Workshop de Cirurgia Robótica Ciências Médicas: importante troca de experiências entre especialistas da áreaO pioneirismo da Feluma, Fundação Educacional Lucas Machado, em trazer para Minas Gerais a cirurgia robótica colocou o estado em evidência, no Brasil, quanto ao uso da nova tecnologia. Já são 4 robôs atuando na capital mineira, sendo três deles adquiridos pela Feluma e instalados em hospitais parceiros, contabilizando mais de 1000 cirurgias, em pouco mais de 2 anos de atuação da robótica em Belo Horizonte.

Durante o workshop, os palestrantes Cláudio Crispi, do Rio de Janeiro, e Duarte Miguel Rodrigues Filho, de São Paulo, com os médicos Wilson Eustáquio Júnior e José Eduardo Távora, do Instituto de Cirurgia Robótica de MG, entre outros.

O pioneirismo da Feluma, Fundação Educacional Lucas Machado, em trazer para Minas Gerais a cirurgia robótica colocou o estado em evidência, no Brasil, quanto ao uso da nova tecnologia. Já são 4 robôs atuando na capital mineira, sendo três deles adquiridos pela Feluma e instalados em hospitais parceiros, contabilizando mais de 1000 cirurgias, em pouco mais de 2 anos de atuação da robótica em Belo Horizonte.

A importância desta parceria para Minas foi salientada durante o 1º Workshop de Cirurgia Robótica Ciências Médicas, que além de promover a troca de experiências entre especialistas na área, também foi uma grande oportunidade de confraternização entre o corpo clinico dos três hospitais parceiros da Feluma, Hospital Vila da Serra, Hospital Felício Rocho e Hospital Vera Cruz.

Participaram do evento os cirurgiões da robótica que atuam na capital, e também cirurgiões convidados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Entre eles o doutor Duarte Miguel Ferreira Rodrigues Ribeiro, ginecologista e cirurgião robótico da cidade de São Paulo, que tem no currículo mais 1000 cirurgias feitas com robôs. Ele veio a Minas para ministrar duas palestras onde destacou as vantagens desta importante ferramenta de trabalho. Dr. Duarte também apresentou várias experiências e apontou a robótica como vantajosa em todos os procedimentos. Elogiou a Faculdade Ciências Médicas pela importante iniciativa de ofertar a disciplina optativa de cirurgia robótica aos alunos.

Também participou do Workshop o urologista de São Paulo, Dr. Thiago Santana. Ele abriu o evento ministrando duas palestras: “Elaboração de um projeto robótico: princípios, estratégias e custos” e “Cistectomia robótica: ganhos com o uso da plataforma robótica”.

O encontro na Faculdade Ciências Médicas reuniu cirurgiões das áreas de urologia, ginecologia, cirurgia torácica, proctologia e cirurgia geral. Foram dois dias de palestras, debates e estudo de casos, onde as imagens mostraram por si as inúmeras vantagens para o paciente da cirurgia minimamente invasiva. Para o cirurgião os benefícios destacados foram a ampliação do foco, a imagem 3D, a firmeza do braço do robô e um detalhe muito importante, a postura. Na palestra apresentada pelo Dr. Cláudio Crispi, do Rio de Janeiro, a questão da ergonomia na cirurgia robótica em relação a vídeo laparoscopia não tem comparação. Para ele, a condição de trabalho favorável reflete num desempenho ainda melhor, e destacou cirurgias que duram até 12 horas, onde o conforto do console ameniza o cansaço.

O público presente, o corpo clinico dos hospitais parceiros da Feluma, médicos convidados, e estudantes da graduação e pós-graduação, tiveram também informações importantes sobre custos, otimização do equipamento, docagem e novidades para a cirurgia robótica.

Na palestra do diretor Sênior da Ethicon Brasil, divisão de produtos cirúrgicos da Johnson e Johnson, Fabricio Campolina, o destaque foi a transformação digital mudando a forma como as coisas vão ser feitas, na área da saúde, na próxima década. A tecnologia vai permitir ao profissional tempo para um contato mais humanizado com o paciente, vai aumentar a produtividade dos hospitais, permitindo mais acesso e maior padrão de cuidado e vai atuar ainda na educação continuada, aumentando a velocidade do aprendizado e reduzindo custos.

“Hoje a cirurgia robótica ainda é algo de nicho. No Brasil só uma, a cada 1000 cirurgias que poderiam usar a tecnologia é feita. Mas não há dúvida que nas próximas décadas vai haver uma democratização da cirurgia digital e que este benefício vai poder chegar a muito mais pacientes. Praticamente no final da próxima década todos os hospitais vão oferecer cirurgia digital e provavelmente 30 a 40 % dos procedimentos vão ser feitos com esta ferramenta”.

Para o diretor técnico do Instituto de Cirurgia Robótica de Minas Gerais, dr. José Eduardo Távora o encontro foi muito importante tanto pela troca de experiência entre os profissionais quanto para os alunos que participaram. Ressaltou ainda que este foi apenas o primeiro de vários encontros. “O cirurgião e os alunos têm que aprender a usar a tecnologia em seu favor, apurando a técnica cirúrgica com refinamento da magnificação da imagem e a visão 3D. O benefício final é do paciente”, concluiu.

 

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