Tratamento para corrigir pés tortos deve começar nos primeiros meses de vidaA saúde do bebê é a maior preocupação dos pais durante a gravidez.  A rotina de exames de imagem permite verificar se a criança vai nascer perfeita ou se o casal terá que se preparar, desde já, para algum tratamento médico, já nos primeiros meses de vida, para correção de algum problema como, por exemplo, a deformidade popularmente conhecida como pé torto congênito, uma anomalia que tem cura que pode ser curada ainda nos primeiros anos de vida.

O Dr. Gilberto Brandão, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica e diretor clínico do Instituto Mineiro de Ortopedia e Traumatologia

A saúde do bebê é a maior preocupação dos pais durante a gravidez. A rotina de exames de imagem permite verificar se a criança vai nascer perfeita ou se o casal terá que se preparar, desde já, para algum tratamento médico, já nos primeiros meses de vida, para correção de algum problema como, por exemplo, a deformidade popularmente conhecida como pé torto congênito, uma anomalia que tem cura que pode ser curada ainda nos primeiros anos de vida.

Um em cada 500 bebês nasce com um ou dois pés tortos. Esse problema congênito, que pode ser detectado no exame de ultrassonografia, não é motivo para pânico e tristeza. Ao contrário, com o tratamento precoce, iniciado logo nos primeiros meses após o nascimento, é possível assegurar à criança uma vida absolutamente normal no futuro.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica, Gilberto Brandão, o chamado pé torto congênito é a patologia ortopédica de má formação congênita mais comum que existe, e pode afetar apenas um dos membros ou os dois. “Em 50% das vezes, a criança nasce com os dois pés tortos. Quando há casos na família, é preciso dobrar a atenção porque aumenta a probabilidade de uma nova ocorrência”, destaca.

O tratamento indicado para correção de pé torto deve começar rapidamente. Segundo o médico, quando o bebê completa duas semanas de vida já é indicado procurar atendimento e avaliação médica para observar o grau e a intensidade do problema e iniciar o tratamento que é feito com a aplicação de gesso seriado, substituído a cada semana. “Essa técnica foi uma das maiores evoluções da ortopedia pediátrica porque não atrapalha em nada o desenvolvimento da criança”, afirma.

Depois que a deformidade é corrigida, a criança deverá usar uma órtese de abdução – sapatinhos especiais para o período noturno – até completar três anos. Durante o dia, ela poderá calçar qualquer modelo. A cirurgia é indicada apenas para 3% dos casos, conforme explica Gilberto Brandão.

“Nosso objetivo, com esse tratamento, é garantir um excelente grau de funcionalidade dos pés, para que a criança possa ter uma vida normal, com condições para se locomover e até mesmo para praticar diversas modalidades esportivas”, explica o ortopedista.

Ele ressalta, ainda, que o bebê não tem qualquer sofrimento físico por usar o gesso ou a órtese. Ao contrário, as crianças que já aprenderam a andar sentem incômodo e ficam agitadas com o tratamento. “O tratamento, logo nos primeiros meses de vida é interessante porque a criança não sofre. Se ela já aprendeu a andar, fica mais inquieta e dificulta a aplicação do gesso, inclusive”, ressalta.

Alerta

Os pais devem se apressar, também, porque uma deformação ortopédica, quando não corrigida ou controlada, pode acarretar outras. O médico explica que os pacientes que têm pé torto congênito não pisam com a planta do pé, mas com a borda lateral, o que limita os movimentos, causa dores e calosidades e, ainda, exige o uso de calçados especiais.

“Infelizmente não são raros os casos de crianças e até mesmo de jovens e adultos que iniciam o tratamento tardiamente”, afirma. Para esses, geralmente a cirurgia é a terapia mais indicada e, no caso do atendimento ambulatorial, os procedimentos recomendados são dolorosos e a qualidade final não é a mesma alcançada quando se trata de um bebê.

“Nosso objetivo, com esse tratamento, é garantir um excelente grau de funcionalidade dos pés, para que a criança possa ter uma vida normal, com condições para se locomover e até mesmo para praticar diversas modalidades esportivas”, conclui o ortopedista.

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