Recado ao idoso: viva sua idade

Por Alessandro Ferreira- Vice-presidente do Grupo Pardini

O Dia Internacional do Idoso, celebrado anualmente em 1º de outubro, é uma oportunidade para pensar e debater sobre envelhecimento saudável com qualidade de vida. Neste ano, um cenário desafiador surgiu para todos nós. O distanciamento social impôs protocolos, procedimentos e novas formas de lidar e conviver, especialmente com os idosos. Tenho estudado o tema desde o início da pandemia no mundo. Considero imprescindível o papel das empresas de saúde nesse contexto, uma vez que não dá para pensar em longevidade sem investimentos e mudanças na área de saúde.

Alessandro Ferreira: “estamos vivendo por mais tempo e precisamos ver a velhice com mais naturalidade”. Crédito: Beto Staino

O Dia Internacional do Idoso, celebrado anualmente em 1º de outubro, é uma oportunidade para pensar e debater sobre envelhecimento saudável com qualidade de vida. Neste ano, um cenário desafiador surgiu para todos nós. O distanciamento social impôs protocolos, procedimentos e novas formas de lidar e conviver, especialmente com os idosos. Tenho estudado o tema desde o início da pandemia no mundo. Considero imprescindível o papel das empresas de saúde nesse contexto, uma vez que não dá para pensar em longevidade sem investimentos e mudanças na área de saúde.

O Brasil está em transição demográfica acelerada. Isso traz desafios culturais, de bem-estar e saúde, e, também, desafios na prestação de serviços e políticas públicas para este segmento. Estamos vivendo por mais tempo e precisamos ver a velhice com mais naturalidade, sem estereótipos e conhecer melhor esse público. Quem são os idosos? Em todas as idades, existe pluralidade, incluindo na velhice. O que está fazendo falta para os idosos? O que podemos fazer para melhorar as relações entre gerações?

Pesquisando sobre o público da terceira idade, alguns dados chamam a atenção. Mais de 15% da população brasileira têm 60 anos ou mais. Os idosos são as pessoas de referência ou os chefes de família de 19,3% dos domicílios brasileiros. Na relação que ocupam com a pessoa de referência da casa, eles são 91,5% dos avós, 69% dos sogros ou sogras e 61,2% dos pais ou mães. Sobre a renda, na mesma pesquisa a FGV indica que os idosos correspondem a 17,44% dos 5% dos brasileiros mais ricos e 1,67% dos 5% mais pobres. Sobre a posse de bens e ativos, os idosos são 13,17% dos que possuem casa própria em terreno próprio, são 22,47% dos brasileiros sem acesso à internet e 12% dos que têm TV, correspondendo a 10,22% dos que têm canais pagos. Trata-se de uma população ativa, embora com especificidades em seus modos de vida.

Infelizmente, é comum que os idosos se sintam sozinhos, invisíveis ou irrelevantes. Que tal se conectar verdadeiramente com os idosos que estão mais próximos? O que podemos aprender com eles? E o que podem aprender com você? Há mais de 20 anos atuando em uma empresa que é referência em medicina diagnóstica no país, considero o cuidado com a saúde importante em todas as idades. Por isso, se buscamos longevidade, devemos rever a forma de olhar e aprender com esse público. É necessário um movimento sinérgico de conexão coletiva com a terceira idade, por parte das famílias, dos amigos, das políticas públicas e, por que não, das marcas. Todos em prol do cuidado e bem-estar dos idosos. Simpatia, empatia, confiança e aproximação não nos custam nada.

Por isso, deixo uma mensagem positiva e propositiva: viva a sua idade. Quaisquer que sejam sua história e seu momento atual, sua idade ou escolhas anteriores, importa muito o presente e o que fazemos dele. Pequenas ou grandes atitudes em prol da saúde podem fazer a diferença na qualidade de vida.

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