Queixas de lombalgias podem ter como foco de origem a dor na articulação sacro ilíaca

Treze a trinta por cento dos pacientes com queixas de lombalgia têm como foco de origem a dor na articulação sacro ilíaca e não na coluna lombar, alerta o ortopedista Rodrigo D’Alessandro de Macedo, especialista em Coluna e membro do corpo clínico do Instituto Mineiro de Ortopedia e Traumatologia – IMOT, de Belo Horizonte. A dúvida em seu diagnóstico está justamente na dificuldade de identificar a origem do problema, uma vez que a articulação sacro ilíaca conecta a coluna sacral com o ílio – osso que compõe a estrutura da pelve, recebendo, assim, enorme tensão, ao suportar todo o peso do tronco, aliviando os membros inferiores. Para aguentar essa carga, essa articulação recebe reforço da capsula, um complexo ligamentar extremamente reforçado, e de músculos, o que permite sua estabilidade. Esse complexo capsulo ligamentar recebe ainda uma vasta inervação. Assim, qualquer lesão nessa região pode irradiar a dor para outras áreas, principalmente, para a coluna lombar.

O ortopedista Rodrigo D´Alessandro de Macedo: “assim, é importante avaliar essa articulação antes de qualquer diagnóstico”

Treze a trinta por cento dos pacientes com queixas de lombalgia têm como foco de origem a dor na articulação sacro ilíaca e não na coluna lombar, alerta o ortopedista Rodrigo D’Alessandro de Macedo, especialista em Coluna e membro do corpo clínico do Instituto Mineiro de Ortopedia e Traumatologia – IMOT, de Belo Horizonte. A dúvida em seu diagnóstico está justamente na dificuldade de identificar a origem do problema, uma vez que a articulação sacro ilíaca conecta a coluna sacral com o ílio – osso que compõe a estrutura da pelve, recebendo, assim, enorme tensão, ao suportar todo o peso do tronco, aliviando os membros inferiores. Para aguentar essa carga, essa articulação recebe reforço da capsula, um complexo ligamentar extremamente reforçado, e de músculos, o que permite sua estabilidade. Esse complexo capsulo ligamentar recebe ainda uma vasta inervação. Assim, qualquer lesão nessa região pode irradiar a dor para outras áreas, principalmente, para a coluna lombar.

“Assim, é importante avaliar essa articulação antes de qualquer diagnóstico, bem como excluir outras causas conhecidas de doenças que acometem esta articulação, como as doenças reumatológicas (espondiloartropatias), causas infecciosas (devido a estafilococos, brucelose e tuberculose), tumores e doenças metabólicas”, destaca o médico, lembrando ainda que alguns exames complementares, como de imagens (radiografia, tomografia e ressonância magnética), e exames laboratoriais, bem como testes clínicos, permitem que seja realizado um diagnóstico mais adequado. Da mesma forma, ressalta, “alguns autores recomendam a realização de teste de infiltração local, guiada com anestésico, para a confirmação.

Essa condição pode acometer qualquer indivíduo. Porém, é mais frequente em mulheres que tiveram filhos, pois acredita-se que os hormônios da gravidez possam ocasionar uma instabilidade nos ligamentos. É mais frequente também em trabalhadores manuais e em atletas que mantêm uma postura involuntária assimétrica, devido a técnica inadequada ou para compensar outras anormalidades (discrepância em membros inferiores ou escoliose).

Pacientes com história pregressa de fusão em coluna lombo sacra, na qual ocorre a eliminação da absorção do stress nos discos lombares distais, desta forma aumentando a sobrecarga aplicada na ASI, estão também mais sujeitos a terem essa dor.

De acordo com o Dr. Rodrigo D’Alessandro, alguns indivíduos apresentam história de trauma trivial, como queda de nádegas, levantamento de peso excessivo e/ou de forma inadequada, possivelmente causando tensionamento e/ou micro rupturas no complexo capsula ligamentar. Para esses casos, destaca, “a maioria dos pacientes melhora com o tratamento conservador, que é realizado através de fisioterapia, com ênfase em exercícios de alongamento e fortalecimento de grupos musculares específicos, como o latissimus dorsi, glúteo médio e isquiotibiais, podendo associar o uso de anti-inflamatórios.

Os pacientes que não apresentam melhora podem ser submetidos à infiltração ou bloqueio, seguida por denervação por radiofrequência. Para aqueles com dor refratária, a fusão da articulação sacro ilíaca pode ser uma opção terapêutica, conclui.

 

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