Previna-se contra a dengue com o uso de repelentes e vacinação

Todos nós conhecemos pessoas que têm ou tiveram dengue e relatam os efeitos muito incômodos causados pela doença. Portanto, o combate à dengue é fundamental, sobretudo antes do próximo verão. É sempre importante salientar que a dengue pode matar. A prevenção evita desgaste e tristeza para muitas famílias.

O epidemiologista José Geraldo Ribeiro: “A vacina contra a dengue está disponível para quem já foi infectado pelo vírus”. Crédito Beto Staino.

Todos nós conhecemos pessoas que têm ou tiveram dengue e relatam os efeitos muito incômodos causados pela doença. Portanto, o combate à dengue é fundamental, sobretudo antes do próximo verão. É sempre importante salientar que a dengue pode matar. A prevenção evita desgaste e tristeza para muitas famílias.

Há muitos anos, o Brasil vem enfrentando epidemias de dengue. Segundo o epidemiologista de referência nacional, Dr. José Geraldo Ribeiro, além das estratégias de controle do vetor, deve-se sempre buscar medidas complementares de proteção individual, como o uso de repelentes, redes de proteção contra os mosquitos e vacinação. Para José Geraldo, que é assessor de vacinas do Grupo Pardini, a vacina é uma das mais importantes estratégias individuais de prevenção, dada sua eficácia comprovada.

Disponível há apenas três anos, ela é indicada para a prevenção da doença causada pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4 do vírus. “A vacina contra a dengue chegou somente nos serviços privados e está disponível para quem já foi infectado pelo vírus. São recomendadas três doses em intervalos de seis meses (0, 6 e 12 meses) para garantir a eficácia da vacina, que é de 60,8% para os quatro sorotipos, 95% para os casos graves e severos e 80,3% para as hospitalizações. Por isso, é primordial que as pessoas entre 9 e 45 anos, que já tiveram a doença, iniciem a vacinação o quanto antes, tendo em vista o benefício da proteção ao término da última dose”, diz o médico.

O epidemiologista ressalta que a vacina pode ser aplicada apenas em pessoas que já tiveram a doença. “O início da imunização ainda neste ano poderia se tornar uma estratégia eficaz de prevenção contra as formas graves da dengue ao longo dos próximos anos, desde que os indivíduos se submetam em sequência ao esquema completo de vacinação. É importante que as pessoas tenham consciência de que não adianta aguardar o próximo verão para se vacinar. A vacinação precisa ser iniciada de imediato”, reforça José Geraldo.

Casos no Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde, de 30 de dezembro de 2018 a 24 de agosto deste ano, foram registrados 1.439.471 casos de dengue em todo o país. A média é 6.074 casos por dia e representa um aumento de 599,5%, na comparação com 2018. No ano passado, o período somou 205.791 notificações. Minas Gerais e São Paulo são os estados com maior número de ocorrências.

Atualmente, a taxa de incidência da dengue no país é 690,4 casos a cada 100 mil habitantes. No total, 591 pacientes com a doença morreram, neste ano, em decorrência de complicações do quadro de saúde.

O mosquito foi erradicado em dois momentos no Brasil, nas décadas de 1950 e 1970. No entanto, de lá para cá, o mosquito se fortaleceu. Em 2003, o programa nacional de erradicação se transformou em programa de controle do inseto. Os anos 2010, 2013, 2016 e 2019 foram anos epidêmicos. O ano de 2019 tem números assustadores. É o segundo pior ano.

1. Em que casos ou perfis da população a vacinação é contraindicada?

  • • Gestantes ou mulheres com atraso menstrual
  • • Doença febril
  • • Uso de corticóides prolongados na forma oral ou injetável
  • • Tratamento à base de imunossupressor
  • • Uso de outras vacinas vivas com intervalo inferior a 30 dias
  • • Histórico de reação alérgica grave a qualquer componente da vacina contra a Dengue ou pacientes que tenham apresentado reação alérgica grave após a administração prévia da Dengvaxia ou de vacina que contenha os mesmos componentes.

2. Quais são os eventos adversos esperados?

Pode ocorrer cefaleia, dor no local da aplicação, mal-estar e mialgia. As reações adversas foram geralmente leves e de curta duração, exceto para febre, que poderá ocorrer dentro de 14 dias após a vacinação. As reações sistêmicas tendem a ser menos frequentes na segunda e na terceira aplicação, em comparação com a primeira dose.

3. Qual a eficácia da vacina?

A vacina contra a Dengue tem eficácia de 60,8% para os quatro sorotipos, 95% para os casos graves e severos e 80,3% para as hospitalizações. Ela apresentou maior eficácia com sorotipos 3 e 4. A vacina só pode ser aplicada em pessoas que já tiveram a doença.

4. Qual o valor da vacina?

Em Belo Horizonte, cada dose da vacina contra a Dengue tem o valor de R$ 280,00 nas unidades do Hermes Pardini.

 

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