Poluição aumenta o risco de infarto entre 2 e 3 vezes

A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – SOCESP – promove uma campanha, na semana do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), para alertar a população sobre os riscos da poluição do ar para a saúde do coração. Segundo a entidade, as pessoas expostas a ambientes com ar poluído por emissões de motores à combustão de carros, ônibus e caminhões, nas grandes cidades, têm um risco aumentado em duas a três vezes de sofrer um infarto, em comparação àquelas que vivem com o ar mais limpo.

O cardiologista Antônio Carlos Palandri Chagas: “alguns estudos demonstraram que a poluição atmosférica elevada pode competir com a própria fumaça do tabaco para os fumantes”

A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – SOCESP – promove uma campanha, na semana do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), para alertar a população sobre os riscos da poluição do ar para a saúde do coração. Segundo a entidade, as pessoas expostas a ambientes com ar poluído por emissões de motores à combustão de carros, ônibus e caminhões, nas grandes cidades, têm um risco aumentado em duas a três vezes de sofrer um infarto, em comparação àquelas que vivem com o ar mais limpo.

O assessor científico da SOCESP, Antônio Carlos Palandri Chagas, estudioso no assunto, lembra que alguns estudos já demonstraram que a poluição atmosférica elevada pode competir com a própria fumaça do tabaco para os fumantes. Além de um maior risco para o infarto, a poluição pode causar doença pulmonar obstrutiva crônica, rinite, pneumonia, asma, bronquite asmática, câncer de pulmão e também estar relacionada com outros problemas de saúde, provocados ou agravados, como sarampo, acidente vascular cerebral (AVC), mal de Parkinson, Alzheimer, arritmia cardíaca, alterações de coagulação e na tireoide e até diabetes.

“Proteger o meio ambiente vai além de cuidar de rios e mares ou preservar florestas, como a Amazônia ou a Mata Atlântica. Deixar o carro em casa ou permanecer em home office, mesmo quando estivermos desobrigados da quarentena por conta do coronavírus, são iniciativas que se aplicam para tentar manter os baixos níveis de poluição dos últimos meses, ganhando com isso bem-estar e qualidade de vida” lembra Chagas.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB – informou que a liberação de agentes nocivos no ar foi 50% menor durante a primeira semana de quarentena obrigatória, que começou em 24 de março. O índice de poluidores que desencadeiam males respiratórios diminuiu em 30%. O assessor científico da SOCESP cita um estudo alemão, publicado no final de abril na revista científica Science of the Total Environment, que revelou uma incidência maior de mortes por Covid-19 em regiões onde o índice de dióxido de nitrogênio (NO2), um dos principais poluidores atmosféricos, é mais alto. “O NO2 está associado à ocorrência de patologias respiratórias e cardiovasculares e daí a correlação com a doença provocada pelo novo coronavírus, que compromete preferencialmente as vias respiratórias”, completa Chagas.

O cardiologista destaca que a pandemia de Covid-19 nos trouxe uma lição importante: “é possível usarmos menos os carros e ônibus nas grandes cidades e buscar alternativas que poluam menos, como ficar mais em casa ou usar transportes alternativos, como trem e metrô, bicicleta ou mesmo caminhadas, que tão bem fazem ao coração”.

 

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