Novo medicamento eficaz no combate à Aids: indicação é feita após entrevistas com os interessados

Quem viveu sua juventude nos anos 80, sabe perfeitamente sobre a tragédia que foi a aids, que causou mortes e espalhou muito medo e preconceito, sobretudo no universo gay. Até surgirem os primeiros avanços no combate à doença, a epidemia cobrou um preço alto. Ainda hoje, quatro décadas depois, a aids continua a ser um grande problema de saúde, embora numa proporção menor. Considerada antes uma doença fatal, a aids passou a ser uma doença crônica tratável.  Especialistas falam agora em controle da epidemia.

Quem viveu sua juventude nos anos 80, sabe perfeitamente sobre a tragédia que foi a aids, que causou mortes e espalhou muito medo e preconceito, sobretudo no universo gay. Até surgirem os primeiros avanços no combate à doença, a epidemia cobrou um preço alto. Ainda hoje, quatro décadas depois, a aids continua a ser um grande problema de saúde, embora numa proporção menor. Considerada antes uma doença fatal, a aids passou a ser uma doença crônica tratável. Especialistas falam agora em controle da epidemia.

É importante lembrar que ano a ano foram surgindo armas melhores no combate ao avanço do vírus no organismo. Por exemplo, está disponível agora, uma estratégia eficaz na prevenção da doença. Denominada Prep., a profilaxia pre-exposição tem como objetivo prevenir a infecção por HIV, por intermédio da ingestão diária de um medicamento que é uma combinação dos antirretrovirais tenofovir e entricitabina. Ele bloqueia a entrada do vírus HIV no DNA das células de defesa do organismo, o que impede a sua replicação. Se utilizado de forma regular, sem interrupções, ele reduz em 90% o risco de infecção.

Entretanto, as conquistas relacionadas ao combate à epidemia não significam que as pessoas possam se descuidar da prevenção. O comportamento responsável da população ainda é fundamental para evitar a aids.

Ouvido pelo Portal Medicina e Saúde sobre o assunto, o infectologista Estevão Urbano, presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, destacou “que os estudos mostram que a PrEP é realmente eficaz, mas a profilaxia deve ser feita com muito cuidado, exige que as pessoas tomem o comprimido de forma regular e com muita disciplina, ou seja, não adianta usar um dia e não usar no outro. Além da regularidade, é necessário baixo consumo de bebida alcóolica, para não interferir no seu uso”.

A PrEP, informou, vem a ser um adjuvante na questão da prevenção através do uso de preservativos e na prática segura, principalmente para aquelas pessoas que não conseguem ter os hábitos corretos. A indicação pode ser feita através de entrevistas, em locais específicos de várias cidades brasileiras (Em Belo Horizonte, por exemplo, no Hospital Eduardo Menezes, ou no Ambulatório Orestes Diniz/ anexo do Hospital das Clínicas), onde um grupo de profissionais avalia as condições do indivíduo para ver se ele tem condições de usar a PrEP disciplinadamente”.

Ressaltou ainda que embora seja uma droga segura, “ela não garante 100% a não contaminação do vírus HIV, mas dá uma proteção substancial. Um tratamento irregular não suporta um quadro clínico. Avanços têm sido feitos na tentativa da busca da cura e na melhoria dos tratamentos, mas não existe ainda um prazo para esses avanços chegarem ao mercado. Entretanto, o que existe hoje é bastante relevante. Devemos lembrar, ainda, que a Aids não é uma doença que possa ser atenuada, mesmo fazendo o tratamento, isso porque, entre outros problemas, ela facilita o envelhecimento precoce da população, com o aparecimento de doenças cardiovasculares, enfartes, derrames etc., ou seja, sempre há um problema extra para quem tem o vírus HIV. Portanto, o fundamental é não contrair o vírus”.

 

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