Novembro Roxo: alerta sobre crescente número de partos prematuros no Brasil

Estamos no Mês Internacional de Sensibilização para a Prematuridade, o Novembro Roxo, que tem como objetivo alertar sobre o crescente número de partos prematuros e como preveni-los. Para que se tenha uma ideia dessa realidade, no Brasil, 11,5% das pacientes têm parto prematuro, sendo iatrogênicos ou espontâneos. Os partos prematuros iatrogênicos ocorrem quando a patologia materna justifica o chamado parto pré-termo, como, por exemplo, pré-eclâmpsia, infecção uterina e ou deslocamento prematuro da placenta.

A médica Vanessa Fenelon da Costa, diretora clínica do Neocenter Maternidade, ginecologista-obstetra e especialista em pré-natal de alto risco.

Estamos no Mês Internacional de Sensibilização para a Prematuridade, o Novembro Roxo, que tem como objetivo alertar sobre o crescente número de partos prematuros e como preveni-los. Para que se tenha uma ideia dessa realidade, no Brasil, 11,5% das pacientes têm parto prematuro, sendo iatrogênicos ou espontâneos. Os partos prematuros iatrogênicos ocorrem quando a patologia materna justifica o chamado parto pré-termo, como, por exemplo, pré-eclâmpsia, infecção uterina e ou deslocamento prematuro da placenta.

Mas o que é prematuridade?

A médica Vanessa Fenelon da Costa, diretora clínica do Neocenter Maternidade, ginecologista-obstetra e especialista em pré-natal de alto risco, explica que “a prematuridade é um conceito utilizado para o nascimento de um bebê antes do tempo de gestação, ou seja, antes das 37 semanas. Até 28 semanas, o bebê é prematuro extremo, corre maior risco de mortalidade ou de apresentar morbidades neonatais. Entre 28 e 35 semanas, são os prematuros, e, acima de 34 semanas, prematuridade tardia. Quando maior o tempo de gestação, menor o risco de mortalidade ou doenças neonatais”.

De acordo com a médica, as principais causas da prematuridade são: pré-eclâmpsia, parto gemelar (gêmeos), incompetência istmo cervical, nefropatias e anemia falciforme.

Sobre os riscos para o bebê, ela ressalta que os bebês prematuros têm órgãos mais frágeis, principalmente o coração e o pulmão. “Por isso, devem ser observados constantemente, mantidos dentro da incubadora, que ajudará na formação final desses órgãos”.

Já quando a prematuridade for causada por doença materna, ela deverá ser avaliada por especialistas. Caso não seja, ela deve receber acompanhamento psicológico e apoio da família, salienta.

A Dra. Vanessa Fenelon da Costa destaca ainda os principais sinais de alerta para os quais as mães devem estar atentas: dores na região abdominal e sangramento vaginal, quando o parto pré-termo tenha sido a causa desses sintomas.

Pré-natal de alto risco:

Para que situações difíceis para a mãe e bebês possam ser evitadas, a diretora clínica do Neocenter Maternidade ressalta a importância do denominado pré-natal de alto risco, que visa identificar e tratar as intercorrências maternas que podem tornar o ambiente uterino desfavorável para o desenvolvimento fetal adequado. E acrescenta: “durante o pré-natal de alto risco, o objetivo é cuidar da mãe com o intuito de diminuir a prematuridade, sem prejudicar a sua condição de saúde. É uma eterna balança de bem-estar fetal e materno”.

Segundo a Dra. Vanessa Fenelon, as consultas de pré-natal de alto risco possuem um intervalo menor que o pré-natal adequado (normal). Esse intervalo é avaliado para cada caso, de acordo com a patologia de base, gravidade e interferência na gestação. O médico especialista nesse tipo de pré-natal deve conhecer profundamente a doença de base e compreender a interferência das alterações fisiológicas da gestação e da fisiologia da doença para melhor cuidar da gestante e evitar a prematuridade desnecessária.

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