Mal cheiro e sudorese excessiva: há tratamento

Se você nunca passou pelo constrangimento das pessoas se afastarem devido ao mal cheiro do seu suor ou em virtude de uma sudorese excessiva, dê graças a Deus. Além do mal-estar que essa situação causa, leva muitas pessoas a se isolarem socialmente.

A endocrinologista Rosita Fontes, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia-SBEM.

Se você nunca passou pelo constrangimento das pessoas se afastarem devido ao mal cheiro do seu suor ou em virtude de uma sudorese excessiva, dê graças a Deus. Além do mal-estar que essa situação causa, leva muitas pessoas a se isolarem socialmente.

O excesso de transpiração, denominado cientificamente de hiperidrose e comumente conhecido por suor, não tem odor. Ele é composto de água e sal. No entanto, o mau cheiro que ocorre em regiões como as axilas, é agravado pela hiperidrose. Ele é causado por bactérias que se proliferam nas áreas quentes do corpo e/ou cobertas com tecidos ou materiais impermeáveis à dissipação do calor.

Nas axilas, esse problema é cientificamente chamado bramidores axilar, ou, popularmente, cê-cê. Nos pés, bramidores plantar, ou chulé.

Para evitar o mau cheiro, o importante é manter as condições perfeitas de higiene. Por exemplo, só calçar sapatos com os pés absolutamente limpos e trocar meias após cada uso. Usar calçados que permitem que o calor seja dissipado (não sejam de material sintético) também auxilia muito na prevenção do mau cheiro.

Além disto, há produtos que podem manter a sudorese sob certo controle e que ajudam a evitar o mau odor. Em casos extremos há procedimentos com injeções de substâncias ou até cirurgias. Mas só devem ser prescritas e realizadas por um médico.

É importante saber que as glândulas sudoríparas estão espalhadas por toda a extensão da pele. Elas são responsáveis pela produção do suor e têm como principal função regular e manter a temperatura do corpo entre 36º e 37º graus Celsius, de modo a garantir o funcionamento equilibrado do organismo, explica a Dra. Rosita Fontes, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), endocrinologista do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE/RJ), com doutorado pela UFRJ.

Algumas pessoas transpiram mais que outras devido a uma série de fatores que podem ser classificados como Hiperidrose Primária ou Focal e Hiperidrose Secundária. A Primária, geralmente acomete mãos, pés e axilas. São casos em que a transpiração em demasia acontece independentemente de fatores fisiológicos, como a prática de atividade física, uso de determinados tecidos, o meio ambiente e condições emocionais, como estresse, raiva, inibição e medo, bem como características individuais.

Já a Hiperidrose Secundária pode estar associada a menopausa, que tem como consequência ondas de calor (fogachos), bem como a várias outras doenças, como as infecciosas e distúrbios das glândulas endócrinas (hipertireoidismo e acromegalia), entre outras. Por isto, destaca, quem transpira muito deve procurar um médico melhor diagnóstico e tratamento.

A doença não é considerada grave e há tratamento. Assim, se você tem excesso de sudorese ou mal cheiro, não passe por constrangimentos: procure um especialista.

 

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