Agosto Dourado: Sociedade Mineira de Aleitamento Materno promove lives para incentivar a amamentação

Depois de décadas, a pandemia de Covid-19 levou as mulheres de volta para casa. Grávidas que trabalhavam até o último dia e profissionais ansiosas pelo retorno rápido às atividades diárias têm experimentado uma rotina diferente, onde questões básicas da maternidade voltaram a ganhar espaço, como é o caso da amamentação, uma prática que, embora tenha eficácia garantida, ainda é motivo de insegurança e desconforto para muitas mulheres.

A enfermeira obstetra Cleonice Liboreiro fala, em live do HVS, sobre “Aleitamento materno e os cuidados com o recém-nascido em tempos de pandemia”.

Depois de décadas, a pandemia de Covid-19 levou as mulheres de volta para casa. Grávidas que trabalhavam até o último dia e profissionais ansiosas pelo retorno rápido às atividades diárias têm experimentado uma rotina diferente, onde questões básicas da maternidade voltaram a ganhar espaço, como é o caso da amamentação, uma prática que, embora tenha eficácia garantida, ainda é motivo de insegurança e desconforto para muitas mulheres.

Neste ano, as comemorações do Agosto Dourado e da Semana Mundial do Aleitamento Materno serão diferentes. Os eventos públicos, com aglomeração e plantio de ipês amarelos, que marcam a programação da Sociedade Mineira do Aleitamento Materno, serão substituídos por lives e reuniões virtuais sobre a importância da amamentação do bebê pela mãe, inclusive durante o período de pandemia.

Para marcar a data e fortalecer o debate sobre esse tema, a presidente da Sociedade Mineira do Aleitamento Materno, enfermeira obstetra, educadora e coordenadora do Centro de Incentivo ao Aleitamento Materno e do Curso de Preparação do Casal Grávido do Hospital Vila da Serra, Cleonice Liboreiro Motta Ferrari, vai proferir a live “Aleitamento materno e os cuidados com o recém-nascido em tempos de pandemia”, no dia 06 de agosto, a partir das 19h, pelo Instagram: @hospitalviladaserra.

“Tudo é novo quando se fala em Covid-19. Então, até o momento, são muito raros os casos em bebês, a não ser quando há comorbidades anteriores. Os bebês que mamam no peito têm se mostrado mais resistentes e o aleitamento é indicado, inclusive, para mães Covid-positivo, desde que sejam tomados todos os cuidados de higiene e o uso da máscara”, recomenda. A regra vale também para as mulheres assintomáticas.

No caso dos bebês que estão na UTI, a mãe Covid-positiva deve coletar o leite, respeitando os 14 dias de isolamento. “As pesquisas divulgadas até o momento não apontam para a transmissão do vírus pelo leite materno”, enfatiza Cleonice Motta Ferrari, observando que o aleitamento materno é matéria, inclusive, de notas técnicas do Ministério da Saúde, editadas neste ano. O documento 09/2020 recomenda a manutenção dessa prática e o 10/2020 reforça a necessidade do contato pele a pele entre a mãe e o bebê. “A amamentação é uma prática sustentável para a relação entre mãe e filho, para a preservação da espécie humana e do planeta em si”, reforça.

A enfermeira destaca ainda que as comemorações do Agosto Dourado também visam mudar a mentalidade da mulher sobre o aleitamento materno. “Apesar de todos os estudos sobre o tema, muitas mulheres têm grande insegurança sobre a qualidade do leite que produzem, mas esse receio é injustificado porque o leite materno é o alimento perfeito para a saúde e para o processo de desenvolvimento da criança, que acontece rapidamente nos primeiros seis meses de vida. Se a criança é amamentada, está protegida e adoece menos”, afirma.

 

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