De Recife/PE:

Hospital Santa Joana Recife implementa protocolo para garantir segurança de pacientes e colaboradores na volta das cirurgias eletivas

Baseado em referências epidemiológicas oficiais e com a liberação do estado para a retomada de cirurgias eletivas, o Hospital Santa Joana Recife implementou um robusto protocolo de biossegurança para retomadas das cirurgias eletivas - aquelas que não possuem caráter emergencial. Essas tinham sido adiadas em meio à pandemia do novo coronavírus com o objetivo de liberar leitos para doentes da Covid-19, evitar a sobrecarga no sistema hospitalar e aumentar a segurança dos pacientes.

Retomada das cirurgias eletivas já atinge 70% dos índices normais e concentra-se em Ginecologia, Urologia, Cirurgia Geral e Ortopedia

Baseado em referências epidemiológicas oficiais e com a liberação do estado para a retomada de cirurgias eletivas, o Hospital Santa Joana Recife implementou um robusto protocolo de biossegurança para retomadas das cirurgias eletivas - aquelas que não possuem caráter emergencial. Essas tinham sido adiadas em meio à pandemia do novo coronavírus com o objetivo de liberar leitos para doentes da Covid-19, evitar a sobrecarga no sistema hospitalar e aumentar a segurança dos pacientes.

De março a junho de 2020, apenas as cirurgias de urgências foram realizadas na instituição. “Desde julho, já atingimos uma média de 70% dos procedimentos que eram feitos por dia, antes da pandemia, comenta Alberto Cherpak, diretor da instituição hospitalar. Entre as especialidades que estão demandando mais cirurgias eletivas estão Ginecologia, Urologia, Cirurgia Geral e Ortopedia.

“Para essa retomada, o Hospital Santa Joana Recife elaborou todo um protocolo, juntamente com um Comitê Multidisciplinar e o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), visando a qualidade e segurança”, afirma Cherpak. Foi estabelecido um fluxo independente para pacientes que têm necessidade de realizar a cirurgia e que não apresentam sintomas gripais, com a ideia de garantir a segurança do próprio paciente, dos profissionais de saúde e da instituição.

As recomendações se dividem em etapas. A primeira é composta pelo agendamento e pré check-in. Um questionário epidemiológico e os termos de consentimento da instituição são aplicados. Estas informações podem ser feitas online, sem necessidade de comparecimento ao hospital. Além disso, todos os pacientes eletivos terão que fazer o teste RT PCR, 72 horas antes da cirurgia, excetuando-se quando apresentarem teste sorológico IgM negativo e IgG positivo. Qualquer outro exame pode ser solicitado, caso o médico avalie como necessário. Outras informações também são colhidas como, a necessidade de reserva sanguínea, de UTI, de algum material especial ou algum cuidado adicional. O acompanhante escolhido não pode estar inserido no grupo de risco.

Para a segunda etapa é feita a confirmação dos cuidados descritos na primeira etapa e é realizado o pré internamento. O paciente chega ao hospital com hora marcada, o apartamento é reservado previamente, com fluxo rápido na admissão e encaminhamento para o leito. Este processo é feito de forma isolada através de recepção e elevadores específicos. O término dessa rotina e checagem de documentações são feitas no próprio apartamento. O Santa Joana Recife também disponibiliza orientação para os acompanhantes.

É executado um “checklist cirurgia segura” e checagem do fluxo pré-hospitalar para covid-19. O hospital organizou um bloco cirúrgico, com área isolada para paciente sem coronavírus e limitou o número de componentes da equipe durante o procedimento. Todos os cuidados com as cirurgias seguem também protocolos do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH).

Após a alta, o paciente é mantido em quarentena, na primeira semana depois da cirurgia, sendo orientado para possíveis sintomas relacionados à Covid-19. “Além disso, foram reforçadas as mensagens e comunicação, estabelecendo um melhor acompanhamento do paciente. Sempre que possível, são realizados testes laboratoriais nas equipes de saúde”, comenta Cherpak. Os pacientes internados, que não apresentarem sintomas gripais e que serão submetidos a cirurgia devem seguir também o fluxo adotado pelo hospital.

 

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