Hospital Infantil João Paulo II oferece atendimento pioneiro a adolescentes transgêneros

Diversidade, inclusão, transgênero, respeito às opções das pessoas. Cada vez mais ouvimos essas palavras no noticiário nacional e internacional. Algumas sociedades avançam nas questões de comportamento no mundo contemporâneo, outras são completamente atrasadas e sem respeito a diversos grupos, como se eles não existissem. Embora ainda exista muito preconceito no Brasil, em várias áreas os debates estão avançando, em contraponto a um pensamento conservador e obscuro vigente em vários segmentos do país.

a médica Tatiane Miranda: “contribuir para uma sociedade justa e respeitosa não é utopia: é luta diária e incansável”

Diversidade, inclusão, transgênero, respeito às opções das pessoas. Cada vez mais ouvimos essas palavras no noticiário nacional e internacional. Algumas sociedades avançam nas questões de comportamento no mundo contemporâneo, outras são completamente atrasadas e sem respeito a diversos grupos, como se eles não existissem. Embora ainda exista muito preconceito no Brasil, em várias áreas os debates estão avançando, em contraponto a um pensamento conservador e obscuro vigente em vários segmentos do país.

Na contramão desse preconceito, o Hospital Infantil João Paulo II realiza um trabalho pioneiro em Minas Gerais, com a criação do Ambulatório para Adolescentes com Identidade de Gênero Não Binária (o termo não-binário refere-se às pessoas que não se percebem pertencentes a um gênero exclusivamente).

Em entrevista ao Portal Medicina e Saúde, a médica Tatiane Miranda, pediatra do adolescente no Hospital Infantil João Paulo II, fala sobre o assunto. O Hospital pertence à Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig).

Como surgiu o Ambulatório de Saúde do Adolescente Transgênero em Minas Gerais?

A ideia para construção do ambulatório surgiu no final do segundo semestre de 2019 em atenção a adolescentes com adoecimentos crônicos, a partir da análise do perfil dos pacientes atendidos no Hospital Infantil João Paulo II. No decorrer do trabalho percebemos que uma proporção considerável era constituída por adolescentes pertencentes ao grupo de populações invisibilizadas socialmente. A partir dessa constatação, ficou definido, com a diretoria do hospital, naquela ocasião, que às quartas-feiras, o ambulatório receberia esses pacientes. Inicialmente, a proposta seria construir cada caso de maneira articulada com a atenção primária à saúde. Assim, em maio de 2020, iniciamos os atendimentos.

Como o trabalho acontece?

Os atendimentos são de atenção integral à saúde de adolescentes por meio de um trabalho transdisciplinar, feito pela equipe de saúde da atenção primária e do hospital.

Quais benefícios que ele traz para a vida dos pacientes, ou seja, como ele contribui para a melhoria da vida desses jovens?

Primeiramente, ao conscientizar esse segmento e a sociedade em geral que a atenção à saúde é um direito de todos. Segundo, sendo um espaço permanente de discussão sobre a diversidade da vida e sobre a inclusão, executando os princípios do SUS: universalidade, equidade e integralidade. Contribuir para uma sociedade justa e respeitosa não é utopia: é luta diária e incansável.

Como é composta a equipe multidisciplinar?

O atendimento é multidisciplinar, através de uma equipe constituída por pediatra de adolescentes, endocrinologista, psiquiatras da infância e juventude, psicólogos, pedagoga, assistente social e fonoaudióloga, além do apoio de ginecologistas, urologista e cirurgião plástico.

Como é feito o agendamento para o Ambulatório?

A partir do encaminhamento do adolescente pela equipe de Saúde da Atenção Primária ao Hospital Infantil João Paulo II e através de agendamento de consulta pelo telefone (31) 3239-9120, às quartas-feiras, entre 13h30 e 18 horas.

 

Portal Medicina & Saúde (31)3586-0937 | FAÇA CONTATO

medicina & saúde nas redes