Especialista alerta para cuidados em procedimento estético nos olhos - febre entre artistas e influencers

Excesso de pele nas pálpebras? Preenchimento de olheiras? Foi-se o tempo em que estes procedimentos estéticos no rosto e na região dos olhos eram coisa de mulher madura. Cada vez mais jovens, elas estão em busca de um novo modelo de beleza. A febre do momento, entre artistas e influenciadoras digitais, são os “olhos de raposa” (fox eyes). Essas técnicas da oculoplástica não apenas estão disseminadas nas ruas e nos perfis digitais, como também são destaques em congressos científicos e é um dos Highlights do 64º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2020). O evento seria em Campinas, mas por causa do COVID, será totalmente virtual.

O oftalmologista Ricardo Morschbacher: “um oftalmologista deve sempre ser consultado, ainda que não seja ele a realizar as cirurgias”

Excesso de pele nas pálpebras? Preenchimento de olheiras? Foi-se o tempo em que estes procedimentos estéticos no rosto e na região dos olhos eram coisa de mulher madura. Cada vez mais jovens, elas estão em busca de um novo modelo de beleza. A febre do momento, entre artistas e influenciadoras digitais, são os “olhos de raposa” (fox eyes). Essas técnicas da oculoplástica não apenas estão disseminadas nas ruas e nos perfis digitais, como também são destaques em congressos científicos e é um dos Highlights do 64º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2020). O evento seria em Campinas, mas por causa do COVID, será totalmente virtual.

Para Ricardo Morschbacher, Professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, o problema é que o interesse por esses procedimentos nem sempre leva em consideração a anatomia complexa e delicada dos olhos. Por isso, segundo ele, um oftalmologista deve sempre ser consultado, ainda que não seja ele a realizar as cirurgias.

“As pessoas deveriam se perguntar: o meu olho está bem para uma cirurgia? Devo fazer um risco cirúrgico sistêmico? Infelizmente, é mais comum a procura por orientações quando algo dá errado, após os procedimentos”, afirma o especialista e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular (SBPCO).

De acordo com o oftalmologista, um dos problemas mais comuns, quando algo não sai bem, é a síndrome do olho seco. Quando acontece, o paciente precisa passar por tratamento com colírios, receitados pelo médico. “Pode haver também problemas de superfície ocular, ou até complicações cirúrgicas. Algumas intervenções nas pálpebras, por exemplo, podem ocasionar alterações no piscar dos olhos e, se o paciente apresentar problemas para fechá-los, será necessária uma nova cirurgia de correção”, explica.

Nos dias 5 e 6 de setembro, o CBO 2020 terá aulas específicas sobre esse assunto, quando serão apresentadas muitas novidades na área da blefaroplastia (excesso de pele nas pálpebras), e estética periocular.

Inscrição e mais informações sobre o evento e a programação no site www.cbo2020.com.br.

 

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