Dor na coluna em adultos e pessoas idosasA dor nas costas, causada por problemas na coluna, é a queixa mais frequente no consultório ortopédico. Ela corresponde a 1/3 das queixas. Para se ter ideia da gravidade da situação, nos EUA, país de estatísticas, 15% a 20% da população sofrem do problema, sendo que 25% dos pacientes têm entre 30 e 50 anos de idade. De acordo com estudos americanos, a dor nas costas é a causa mais comum de incapacidade em jovens. E a perspectiva é muito séria: cerca 80% dos americanos apresentarão pelo menos um episódio de dor.

O ortopedista Rodrigo D´Alessandro de Macedo, especialista em coluna”

A dor nas costas, causada por problemas na coluna, é a queixa mais frequente no consultório ortopédico. Ela corresponde a 1/3 das queixas. Para se ter ideia da gravidade da situação, nos EUA, país de estatísticas, 15% a 20% da população sofrem do problema, sendo que 25% dos pacientes têm entre 30 e 50 anos de idade. De acordo com estudos americanos, a dor nas costas é a causa mais comum de incapacidade em jovens. E a perspectiva é muito séria: cerca 80% dos americanos apresentarão pelo menos um episódio de dor.

Para o ex-presidente da Sociedade Brasileira de Coluna - Regional MG, Dr. Rodrigo D´Alessandro, especialista em coluna, “a dor é mais comum no sexo masculino, possivelmente devido ao fato dos homens fazerem mais movimentos que forçam a região das costas e a coluna, em suas atividades do dia a dia.

D’Alessandro, que é ortopedista e especialista em coluna, observa que em pessoas idosas, pode haver uma associação da dor nas costas e coluna a doenças degenerativas, como artrose. Vale lembrar também que “a incidência de tumores e consequentes metástases vertebrais é maior nessa faixa etária. Além disso existe a possibilidade de fratura por traumas banais, em decorrência da osteoporose”, acrescenta.

Com relação as causas, elas podem ser divididas em Traumáticas: Fraturas/micro fraturas (dor imediata), hérnia de disco e distensão muscular e ligamentar, entre outras, e Atraumáticas: doença degenerativa do disco, estenose degenerativa do canal, artrites inflamatórias, osteoporose, espondilolise e espondilolistese, tumores e infecção. Quanto aos fatores de risco, o médico afirma que são inúmeros. Entre eles, cita a obesidade, o tabagismo, o trabalho manual e os acidentes e distúrbios psicossociais.

Em raras situações, destaca, “a causa pode ser atribuída a um único fator, o que se define como diagnóstico específico, fato esse que segundo a medicina, estima-se tal diagnóstico em apenas 15% dos pacientes. A maioria tem um curso de sintomas autolimitados, com uma causa mecânica não-especifica”, ressalta.

De acordo com o Dr. Rodrigo D´Alessandro, os fatores psicológicos e comodidades psiquiátricas podem ocorrer em adultos e idosos. “Geralmente não reconhecidas pelos pacientes, tais fatores podem manifestar-se como queixa de dor, geralmente difusa, ou como piora da dor. Em diversas situações, se observa que a dor crônica apresenta aspectos multifacetários, em que a definição exata da causa ou fator preponderante pode ser indefinida”.

Por definição, a dor aguda na coluna tem duração de 2 a 4 semanas; subaguda - de 4 a 12 semanas, e crônica - acima de 12 semanas.

“O objetivo da avaliação médica é identificar causas raras e graves, como tumores, infecção, artrite inflamatória, fraturas e outras. Nesse sentido, são definidos como sinais de alerta para essas doenças, a febre, perda de peso, HP Ca (história pregressa de câncer), uso de corticoide, dor noturna e dor que não melhora com repouso”, explica.

Segundo o médico, o exame clínico deve ser meticuloso, com ênfase também na avaliação neurológica. “A medicina dispõe de exames como, radiografias, ressonância magnética, tomografia computadorizada, eletroneuromiografia, cintilografia óssea e exames laboratoriais”. Importante ressaltar que muitos diagnósticos radiológicos são comuns em pacientes assintomáticos assim como em pacientes sintomáticos. Por isso mesmo, é fundamental que o quadro clínico do paciente esteja de acordo com os exames para que seja feito um diagnóstico correto, uma vez que qualquer alteração no resultado pode, por si só, não representar a causa do (s) sintoma(s).”

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