Doença de Scheuermann: diagnóstico e tratamentoAlgumas doenças incomodam muito os jovens, como a doença de Scheuermann que se manifesta na adolescência, causando desconforto, principalmente aos meninos. A maioria dos pacientes apresenta postura encurvada dos ombros e dor nas costas moderada. Muitas vezes, ficam constrangidos pois são alvos de “bullying “ com apelidos de corcunda. Alguns têm aspecto semelhante à Síndrome de Marfan - uma desordem do tecido conjuntivo caracterizada por membros anormalmente longos – denominada aracnodactilia.

O ortopedista Rodrigo D´Alessandro: apelido de “corcunda” constrange muito os jovens

Algumas doenças incomodam muito os jovens, como a doença de Scheuermann que se manifesta na adolescência, causando desconforto, principalmente aos meninos. A maioria dos pacientes apresenta postura encurvada dos ombros e dor nas costas moderada. Muitas vezes, ficam constrangidos pois são alvos de “bullying “ com apelidos de corcunda. Alguns têm aspecto semelhante à Síndrome de Marfan - uma desordem do tecido conjuntivo caracterizada por membros anormalmente longos – denominada aracnodactilia.

A incidência da doença tem variado, conforme a literatura, entre 0,4 e 8,3% da população, informa o ortopedista Rodrigo D´Alessandro de Macedo, especialista em Coluna do Instituto Mineiro de Ortopedia e Traumatologia (IMOT) e médico ortopedista do Hospital Lifecenter, em Belo Horizonte.

Segundo ele, “a doença de Scheuermann se caracteriza por uma deformidade típica do final da idade juvenil, mais comum entre oito e 12 anos, sendo encontrada em sua forma mais rígida entre os 12 e 16 anos. Os estudos, na sua maioria, não mostram diferença entre os sexos, sendo a incidência em homens e mulheres semelhante, variando apenas conforme os critérios de inclusão de cada estudo. A doença, salienta, é de causa desconhecida.

Diagnóstico – De acordo com o Dr. D´Alessandro, alguns casos são reconhecidos durante triagem escolar de rotina, relacionada com deformidade da coluna. “Em geral, radiografias laterais de coluna confirmam o diagnóstico da doença quando, devidamente indicadas pelo médico ortopedista”, afirma.

O tratamento para a doença é ainda motivo de debates na área. Na maioria dos casos ele é conservador, através do uso de colete e fisioterapia, a depender da idade e da magnitude da deformidade.

A tendência, afirma, “é considerar o tratamento cirúrgico para pacientes com curvas cifóticas superiores a 75°, com quadro de dores refratárias ao tratamento conservador, deformidades inaceitáveis, déficits neurológicos e com comprometimento cardiopulmonar”.

 

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