Conjuntivite e Uveíte: ambas incomodam muito, mas uma delas possui maior gravidade

Nem sempre olhos avermelhados e com sensibilidade à luz são sinônimos de conjuntivite. Por trás desses sinais, você pode ter uma doença ocular mais séria: a uveíte, uma inflamação do tecido uveal, formado pela íris, corpo ciliar e coróide, que pode ser causada por agentes infecciosos, como toxoplasmose, sífilis e tuberculose, bem como por uma doença autoimune. Ela é classificada em anterior, intermediária e posterior, conforme o segmento ocular em que esse distúrbio se manifesta, podendo ocorrer em um ou nos dois olhos.

O oftalmologista Breno de Mello: “as duas doenças apresentam sintomas semelhantes”

Nem sempre olhos avermelhados e com sensibilidade à luz são sinônimos de conjuntivite. Por trás desses sinais, você pode ter uma doença ocular mais séria: a uveíte, uma inflamação do tecido uveal, formado pela íris, corpo ciliar e coróide, que pode ser causada por agentes infecciosos, como toxoplasmose, sífilis e tuberculose, bem como por uma doença autoimune. Ela é classificada em anterior, intermediária e posterior, conforme o segmento ocular em que esse distúrbio se manifesta, podendo ocorrer em um ou nos dois olhos.

De acordo com o Dr. Breno de Mello, oftalmologista do Centro Oftalmológico de Minas Gerais, à primeira vista, sem um exame minucioso, com auxílio, inclusive, de aparelhos, o diagnóstico pode se confundir, uma vez que as duas doenças apresentam sintomas semelhantes. Por isso mesmo, ouvir as queixas do paciente é um dos primeiros passos. O outro é a utilização da Lâmpada de Fenda, instrumento que avalia o meio ocular.

É bom saber que a conjuntivite pode ser contagiosa. Além da vermelhidão e da fotofobia, o paciente pode acordar com os olhos colados (devido ao acúmulo de secreção), pálpebra inchada, dor ocular, visão turva e sensação de estar com areia no olho afetado.

Já a uveíte não é contagiosa e o paciente não tem secreção ou olho colado. No entanto, pode enxergar pequenos pontos escuros, devido às alterações inflamatórias que ficam flutuando no vítreo (gel que preenche os olhos). O paciente pode apresentar ainda uma alteração na pupila. Em alguns casos, ela atinge, inclusive, o nervo óptico e a retina. “Daí, a importância do paciente ir ao oftalmologista periodicamente para avaliação de sua visão e para verificar possíveis sinais inflamatórios nas estruturas oculares”, alerta o especialista.

As uveítes podem aparecer em qualquer idade e atingir ambos os sexos. “No Brasil, temos a toxoplasmose como principal agente da uveíte posterior”, destaca.

O tratamento varia com a causa da doença e pode envolver outros especialistas, de acordo com a sua origem. Por essa razão, pode ser necessário associar o uso de antibióticos, antivirais ou antifúngicos a colírios específicos. Nas formas autoimunes, são indicados corticoides ou imunomoduladores por longo tempo. Já nos casos de uveíte anterior, a recomendação é o uso de anti-inflamatórios tópicos. Outra orientação, destaca o médico, é o não uso de lentes de contato, se o quadro de uveíte não estiver controlado.

No caso de conjuntivite, o tratamento depende da causa: se infecciosa, alérgica ou tóxica. De modo geral, são recomendadas pomadas ou colírios para combater a infecção, aliviar os sintomas e o desconforto. O paciente deve também lavar as mãos com frequência e não colocá-las nos olhos para evitar a recontaminação. De maneira alguma, deve coçá-los e usar lentes de contato durante o tratamento da conjuntivite

Ambas são casos de urgência, sendo fundamental a avaliação o quanto antes pelo oftalmologista.

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