Cardiologistas promovem ação contra o tabaco e defendem a manutenção de impostos para o cigarroA Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC – promoverá diversas ações pelo Brasil por conta da passagem do Dia Mundial Sem Tabaco, no dia 31 de maio.  Os cardiologistas irão alertar que o tabagismo é o maior risco controlável na prevenção de doenças cardiovasculares, primeira causa de doença e morte em nosso país, com 400 mil óbitos todos os anos, segundo o Cardiômetro.

A coordenadora do Comitê de Controle do Tabagismo da SBC, Jaqueline Scholz: “precisamos intensificar as campanhas públicas e não permitir que os impostos para o tabaco sejam reduzidos”

A Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC – promoverá diversas ações pelo Brasil por conta da passagem do Dia Mundial Sem Tabaco, no dia 31 de maio. Os cardiologistas irão alertar que o tabagismo é o maior risco controlável na prevenção de doenças cardiovasculares, primeira causa de doença e morte em nosso país, com 400 mil óbitos todos os anos, segundo o Cardiômetro.

O diretor de Promoção da Saúde Cardiovascular da SBC, Fernando Costa, compara fumantes com aqueles que nunca fumaram e lembra que os tabagistas têm de 2 a 3 vezes mais risco de sofrer derrame (AVC), doença isquêmica do coração e doença vascular periférica, e de 12 a 13 vezes mais risco de ter doença pulmonar obstrutiva crônica. “Observamos também um aumento de 2,87 vezes na ocorrência de morte durante um infarto em fumantes, quando comparados a não fumantes”, completa Fernando Costa.

O Brasil lidera o controle do tabagismo no mundo, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde. O país tem o terceiro maior declínio em prevalência de fumantes diários desde 1990. “O número de homens fumantes caiu em 57% e o de mulheres em 56%, neste período”, informa o diretor de Promoção da Saúde Cardiovascular da SBC. “Méritos da robusta política pública, com anúncios sobre os danos à saúde causados pelo tabaco, restrições ao consumo e aumento de impostos para esses produtos, entre outras medidas”, destaca Fernando Costa.

Grande risco

No mês passado, a Sociedade Brasileira de Cardiologia expressou preocupação por uma portaria governamental (n° 263/2019) que instituiu, em março deste ano, um grupo de trabalho no Ministério da Justiça para avaliar a redução dos tributos de cigarros fabricados no Brasil. A SBC publicou carta de repúdio à iniciativa e pediu ao Ministério da Justiça a imediata renovação, com solicitação de apoio ao Ministério da Saúde.

No documento, a SBC ressaltou que a primeira estratégia reconhecida como eficaz no controle do tabagismo tem sido a taxação dos produtos do tabaco para reduzir o consumo, principalmente pela parte da população mais vulnerável. “Uma série de resultados de pesquisas já demonstrou, fartamente, que o aumento das taxas de impostos reduz o consumo de cigarros e eleva a expectativa de vida, com efeitos maiores nos países de baixa renda”, afirmou o presidente da SBC, Oscar Dutra.

Batalha continua

Apesar do número de brasileiros fumantes ter caído de 29% para 12%, e entre as mulheres de 19% para 8%, há muito ainda a ser feito. "Precisamos intensificar as campanhas públicas e não permitir que os impostos para o tabaco sejam reduzidos. Afinal, em número absoluto ocupamos o 8° lugar no ranking mundial de tabagistas com 7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens", conta a coordenadora do Comitê de Controle do Tabagismo da SBC, Jaqueline Scholz.

No portal da SBC (www.cardiol.br), é possível fazer um teste que permite calcular o quanto um fumante gastou ao longo da vida comprando maços de cigarro. Uma pessoa fumando há 10 anos, por exemplo, desembolsou R$ 36.000,00 neste período. Valor suficiente para comprar, por exemplo, um carro popular à vista. Faça o teste no link:http://prevencao.cardiol.br/testes/calculocigarro.asp.

Benefícios ao parar de fumar:

  • Após 20 minutos, a pressão e a pulsação já normalizam;
  • Após 2 horas, já não há mais nicotina circulando no sangue;
  • Entre 12 e 24 horas, os pulmões já funcionam melhor;
  • Após 48 horas, o olfato e o paladar melhoram;
  • Após 1 ano, o risco de infarto reduz pela metade;
  • Entre 5 e 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao de uma pessoa que nunca fumou.

 

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