Aumenta o número de morte cardíaca em Jovens

As doenças cardiovasculares são líderes de mortalidade no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, elas representam 29% dos óbitos e a tendência é de cada vez mais os infartos afetarem pessoas mais jovens. Segundo a mesma instituição, no Brasil as doenças do coração matam duas vezes mais que todos os tipos de câncer, 2,5 vezes mais que todos os acidentes e mortes decorrentes por violência e seis vezes mais que as infecções, incluídas as mortes em decorrência da Aids.

A coordenadora do Serviço de Cardiologia do Hospital Vila da Serra, Dra. Patrícia Lages: “o infarto no jovem costuma ser fatal”

As doenças cardiovasculares são líderes de mortalidade no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, elas representam 29% dos óbitos e a tendência é de cada vez mais os infartos afetarem pessoas mais jovens. Segundo a mesma instituição, no Brasil as doenças do coração matam duas vezes mais que todos os tipos de câncer, 2,5 vezes mais que todos os acidentes e mortes decorrentes por violência e seis vezes mais que as infecções, incluídas as mortes em decorrência da Aids.

Dados do Ministério da Saúde confirmam que o Infarto Agudo do Miocárdio atinge 17 milhões de vítimas por ano. Somente em 2013, segundo o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Detasus), houve um aumento de 13% no número de internações de jovens por infarto, todos com menos de 40 anos.

Para a Dra. Patricia da Silveira Lages, Coordenadora do Serviço de Cardiologia do Hospital Vila da Serra, estresse, obesidade, diabetes, tabagismo, hipertensão, colesterol fora de controle e histórico familiar da pessoa são alguns dos grandes fatores que contribuem para o aumento da incidência do infanto do miocárdio nessa idade.

Ela explica que o infarto no jovem costuma ser fatal porque as placas de gordura mais novas oferecem mais risco. A placa "mole" racha com facilidade e faz com que a artéria fique obstruída. O entupimento provoca o infarto. Os mais velhos podem escapar da morte súbita porque com a idade o corpo começa a produzir novas ramificações de artérias, criando, assim, circulações colaterais que surgem quando as outras vão sendo obstruídas aos poucos. Os jovens, destaca, após o infarto agudo do miocárdio, sofrem consequências psicossociais e econômicas ainda mais graves. Isto por adoecerem durante seus anos de maior produtividade.

O acesso ao tratamento invasivo para infarto, que é a angioplastia coronariana, hoje é muito difundido e presente em vários serviços de Belo Horizonte e interior do Estado. “Quanto menor o tempo entre o diagnóstico de um infarto e o tratamento menores as sequelas para o paciente”, alerta a médica.

Conforme explica, as mulheres infartam, em média, 10 anos mais velhas do que o homem. Mesmo assim, devem ficar alertas por que o risco cardíaco aumenta duas a três vezes após a menopausa. Outra coisa, o estilo de vida da mulher antes dessa fase pode também levar ao infarto. Por isso, devem procurar ter uma vida saudável.

ADOLESCENTES - “Nos últimos anos, observamos um aumento de casos de morte cardiovascular – não ncessariamente infarto - onde as vítimas são adolescentes, aparentemente saudáveis e praticantes de atividades físicas”, enfatiza a médica, lembrando que não é a prática do esporte que tem causado morte, mas a ausência de exames preliminares que poderiam diagnosticar e evitar a morte súbita.

Um dos grandes vilões são as drogas. Segundo a cardiologista, até 30% dos infartos em jovens estão relacionados ao uso de cocaína. Na primeira hora após o seu consumo, o risco de se ter um infarto é 24 vezes maior do que o risco de quem não utiliza essa substância. Os energéticos, consumidos pelos jovens como um refrigerante, também entram na lista dos fatores de risco. Eles aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial, fazendo com que suba a probabilidade de arritmia potencialmente fatal, principalmente em quem já tem predisposição (e muitas vezes nem sabe), como também as crises de pressão arterial.

“Alimentação equilibrada (com menor ingestão de carboidratos, mais frutas, verduras e legumes, menos frituras, mais ingestão de “gordura boa”, como castanha, amêndoa, nozes...), não fumar, praticar atividade física , reduzir o estresse, melhorar a qualidade do sono (se ronca ou tem aquelas “paradas respiratórias” deve procurar o especialista), são algumas das medidas para evitar o aumento na incidência de cardiopatia, principalmente nos jovens”. Além dessas recomendações, ressalta, todos devem fazer consultas regulares com seu médico, principalmente antes de iniciar uma atividade física. “Isto é de extrema importância”, enfatiza.

 

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