Dor de cabeça: a importância do diagnóstico médico

Nesse momento de pandemia pelo qual a população está passando, sabemos de várias pessoas com transtorno de ansiedade e quadros de depressão causados pelo isolamento social, relações desgastadas entre casais, entre outros aspectos. Para falar sobre essa realidade, que afeta a vida de mulheres e homens em uma época tão delicada, o Portal Medicina e Saúde entrevistou o psiquiatra João Marcello Korcsik Lessa, que tem especialização em Neurociências e Comportamento pela UFMG, e, também, é médico da Fundação Hemominas e integra o corpo clínico da Casa de Saúde Santa Maria, além de atender em seu consultório.

A dor de cabeça (cefaleia) incomoda mulheres e homens ao redor do mundo. As queixas são mais frequentes do que se imagina e devem ser tratadas de maneira diferenciada, por diferentes profissionais. Nesse momento de pandemia, com as pessoas evitando ir aos consultórios e pronto atendimentos dos hospitais, a atenção para os sintomas deve ser redobrada por que ela pode ser um alerta para uma doença mais séria, que merece tratamento urgente.

Para alívio da dor de cabeça há inúmeros medicamentos disponíveis em todas as farmácias, talvez os mais vendidos, o que leva a um quadro de automedicação pela maioria da população.

Estudos afirmam que fatores emocionais, como estresse e ansiedade, podem ser os principais gatilhos da dor de cabeça, bem como a privação do sono, preocupações financeiras, falta de repouso, cansaço crônico e jejum prolongado.

O Portal Medicina e Saúde ouviu o clínico médico e geriatra Gelson Rubem Alves de Almeida a respeito do assunto. Dr. Gelson é autor do livro “Interação - Vivências Profissionais sob o olhar do Relacionamento Paciente Médico” e colaborador da Pós-Graduação em Geriatria da Faculdade de Medicina da UFMG, entre outros cargos.

O que se deve fazer no caso de uma dor de cabeça branda?

Se a dor de cabeça for pequena ou moderada, sem outros sintomas, ela pode persistir por dois a três dias. Se houver sintomas associados, como os de quadro gripal, habitualmente a cefaleia regride nesse período. Nestes casos, deve ser tratada com analgésicos comuns. Se prolongar, o paciente deve procurar assistência médica

A dor de cabeça afeta mais mulheres ou homens?

A incidência de cefaleia é maior nas mulheres. Dentre as justificativas, destacam-se alterações do sono, maior influência emocional e hormonal, incluindo a maior incidência no chamado período pré-menstrual (TPM).

No caso de dor de cabeça mais forte, qual é a orientação?

Caso de cefaleia de muita intensidade, sem sintomas gripais, principalmente quando unilateral, localizada em parte especifica da cabeça, indica-se a necessidade de assistência médica logo que possível. Vômito associado também indica maior possibilidade de gravidade. Portadores de cefaleia de longa duração ou crônica, contínua - vários dias - ou intermitente, podem ter problema visual simples causados por hábitos de leitura inadequados ou glaucoma, tumores ou aneurisma cerebral, ou outras doenças. Assim, devem procurar o médico para o diagnóstico e tratamento adequados.

 

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