Acidentes de Trânsito e Lesões na Coluna VertebralEm virtude do ortopedista integrar a equipe de primeiros socorros quando da entrada do acidentado nos serviços de urgência, a Sociedade Brasileira de Ortopedia tem realizado frequentes campanhas de conscientização sobre os riscos dos acidentes no trânsito. Segundo o presidente da regional mineira da entidade, Dr. Cristiano Menezes, “as tragédias são imensas com desgastes definitivos na vida das vítimas e seus familiares. Temos que alertar sempre sobre o risco de ingerir bebida alcóolica antes de dirigir e digitar texto no celular ao volante. Vemos as consequências dessa atitude irresponsável todos os dias nos pronto-atendimentos hospitalares”.

O ortopedista Cristiano Menezes: “tragédias imensas com desgastes definitivos na vida das vítimas e familiares”

Em virtude do ortopedista integrar a equipe de primeiros socorros quando da entrada do acidentado nos serviços de urgência, a Sociedade Brasileira de Ortopedia tem realizado frequentes campanhas de conscientização sobre os riscos dos acidentes no trânsito. Segundo o presidente da regional mineira da entidade, Dr. Cristiano Menezes, “as tragédias são imensas com desgastes definitivos na vida das vítimas e seus familiares. Temos que alertar sempre sobre o risco de ingerir bebida alcóolica antes de dirigir e digitar texto no celular ao volante. Vemos as consequências dessa atitude irresponsável todos os dias nos pronto-atendimentos hospitalares”.

Dr. Cristiano Menezes, que é ortopedista, especialista em cirurgia de coluna, cita o estudo da Revista Americana de Cirurgia, de 2013, denominado “Análises da fatalidade encontradas no tráfego em uma grande série de casos” que aborda “a associação entre um ambiente de alto risco e lesões no sistema nervoso central“. O objetivo desse trabalho, explica, foi analisar os padrões ambientais e comportamentais de motoristas que morreram por acidentes automobilísticos antes das chegadas aos hospitais de trauma na tentativa de ter uma base futura que pudesse prevenir as ocorrências.

“O grupo do estudo foi de 514 pessoas que faleceram nessas condições, e que passaram por autópsia. A maioria (491) foi resultado de acidentes de trânsito com colisão. Nesse grupo, os homens foram a maioria (80%) e estavam usando cinto de segurança. ”

Os exames toxicológicos revelaram que 53% tinham ingerido bebida alcóolica em um nível acima do permitido por lei. Já digitar texto ao celular representou 45% das mortes relacionadas a esse grupo.

Menos que 5% das fatalidades foram atribuídas às condições climáticas ou às condições da via pública. A associação entre o comportamento de alto risco e as lesões do sistema nervoso central ficaram óbvias para um grande número de legistas envolvidos nesse estudo.

Coluna Vertebral - Dr. Cristiano Menezes explica a gravidade de lesões na coluna vertebral. De acordo com o especialista, “ao longo de toda a coluna saem raízes nervosas que se dirigem para cada parte do corpo. As consequências do trauma se relacionam com a altura em que ocorreu a lesão. Por exemplo, se ela estiver situada abaixo da sexta vértebra cervical, o paciente terá algum movimento nos braços, porque os nervos responsáveis por esse tipo de mobilidade já saíram do canal e não foram afetados. Entretanto, o paciente perde o movimento das pernas, fica paraplégico, o que também ocorre se o trauma afetar a coluna torácica e o começo da coluna lombar. As lesões na coluna cervical um pouco acima da sexta vértebra vão deixar o indivíduo tetraplégico. Já as lesões acima da vértebra C4 interrompem o controle da respiração e ele para de respirar instantaneamente, provocando a morte do paciente, sem ferimento aparente”.

O presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia - Regional Minas Gerais salienta que esses quadros graves são comuns nos acidentes automobilísticos e, por essa razão, a SBOT tem falado de forma cada vez mais intensa sobre a importância da prevenção. “O uso incorreto do cinto de segurança e o banco do carro não possuir equipamento de apoio de cabeça podem também causar sérios danos à coluna. Isto porque a freada brusca leva a cabeça para a frente e para trás podendo tracionar a medula.

Por isso, conclui, “temos que divulgar em todas as oportunidades, as consequências de ingerir bebida alcóolica antes de dirigir. E muita atenção para a troca de mensagens ao celular quando estiver também dirigindo, pois pode ser o início de uma longa triste história”.

 

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