Posicionamento Oficial do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) sobre a Importância do Guia Alimentar para a População Brasileira

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) seguem sendo o principal desafio de Saúde Pública em nível mundial. No Brasil, as doenças cardiovasculares, a obesidade, a hipertensão arterial sistêmica e o diabetes mellitus tipo 2, isoladamente ou associados acarretando à denominada síndrome metabólica, são responsáveis por mais de 70% da mortalidade na população brasileira.

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) seguem sendo o principal desafio de Saúde Pública em nível mundial. No Brasil, as doenças cardiovasculares, a obesidade, a hipertensão arterial sistêmica e o diabetes mellitus tipo 2, isoladamente ou associados acarretando à denominada síndrome metabólica, são responsáveis por mais de 70% da mortalidade na população brasileira.

Evidências científicas reforçam sobre a necessidade urgente de ações preventivas iniciadas nos primeiros anos e mantidas ao longo de toda a vida. A adoção de um estilo de vida saudável, livre de tabagismo, com reduzido consumo de álcool, associado a uma rotina de exercícios físicos têm sido os pilares de todas as políticas públicas voltadas à manutenção da saúde, prevenção e manejo das DCNTs. Nesse conjunto de ações, a dieta exerce papel singular tanto por sua capacidade em promover saúde, mas, também, por contribuir para o desenvolvimento de múltiplos fatores de risco para as DCNTs.

O Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo/SOCESP, neste momento crítico para a Ciência dos Alimentos e para Nutrição, onde as decisões deliberadas impactarão diretamente na saúde dos brasileiros, reafirma seu posicionamento sobre a importância de uma alimentação saudável, adequada às necessidades fisiológicas individuais e contextualizada às demandas clínicas, quando diagnosticadas.

Nosso Departamento manifesta apoio a uma alimentação saudável, rica em alimentos in natura, com reduzido conteúdo de sódio, gorduras saturadas, colesterol e aditivos alimentares, reforçando as diretrizes nacionais e internacionais sobre o papel da alimentação e nutrição na prevenção das DCNTs.

Vale ressaltar que alimentos ultraprocessados, geralmente são mais ricos em calorias, apresentam níveis mais elevados de gordura saturada, açúcar, sódio e aditivos. Além de serem pobres em nutrientes como fibras, melhores fontes de gordura, vitaminas e minerais. Notadamente, evidencia-se que a ingestão em excesso dos alimentos ultra processados favorece o maior risco de desenvolvimento das obesidades e a outros fatores de risco para as DCNTs, como já descrito em diversos estudos.

O Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo/SOCESP não só apoia o atual Guia Alimentar da População Brasileira por trazer informações que vão além da ingestão de nutrientes, mas também por apresentar uma nutrição baseada em evidências cientificas sólidas, sem conflitos de interesse.

 

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